IMJA

Instituto Maria e João Aleixo

O Instituto Maria e João Aleixo é um novo tipo de instituição que supera as formas tradicionais como se estrutura o conhecimento. As instituições tradicionais de produção do conhecimento, notadamente as universidades, se encontram dominadas pelo formalismo burocrático e administrativo; pela hierarquização do saber; pela busca obsessiva de titulações e da conquista de posições distintivas entre os próprios pares; e pela raridade de estudos e intervenções que tratem de questões que afetam o cotidiano, em particular o dos grupos sociais periféricos.

Os desafios colocados para as periferias no mundo contemporâneo também apontam a necessidade de ampliar a qualificação técnica, teórica e metodológica dos sujeitos sociais, em particular os oriundos dos territórios periféricos. Formar intelectuais engajados na compreensão da realidade social e capazes de atuarem como protagonistas em processos de intervenção na realidade são demandas colocadas para a construção de uma sociedade sustentada no reconhecimento das diferenças e busca de reduzir as desigualdades.

O Instituto Maria e João Aleixo tem por objetivo primeiro contribuir para a compreensão das formas, funções e processos que caracterizam os territórios periféricos, levando em conta as práticas sociais dos seus sujeitos, e suas formas de inserção no mundo social. Em segundo lugar, o Instituto buscará sistematizar e difundir metodologias e tecnologias sociais que permitam ampliar as possibilidades dos sujeitos oriundos das periferias, especialmente, e o seu lugar político na realidade contemporânea. Por fim, o IMJA buscará construir um movimento Internacional das Periferias que articula pesquisadores associados, ativistas sociais e produtores culturais para a criação de processos colaborativos que permitam ampliar os estudos e as proposições de políticas de desenvolvimento territoriais.



Carta de Manifesto IMJA

CONSELHO ESTRATÉGICO

(IMJA)

O Conselho Estratégico é constituído por parceiros convidados, cuja missão precípua será contribuir no planejamento e execução de ações estratégicas do Instituto Maria e João Aleixo e, principalmente, a construção efetiva da rede Internacional de Periferias.

Alito Siqueira
Índia

Alito é professor aposentado da Universidade de Goa. Em seu trabalho, buscou dar voz aos marginalizados entre os alunos (castas e tribos) na Universidade de Goa. Tem trabalhado questões relacionadas a sociedade rural e, em particular, aqueles discriminados, que são a periferia em que as cidades dependem.

Antonio José Brito Guterres
Portugal

Antonio é gestor e coordenador de projetos de intervenção e desenvolvimento há doze anos em diversas instituições e territórios. Participa em várias associações, umas locais, outras para a reflexão e debate sobre cidades e urbanismo e tem realizado palestras sobre participação, commons, regeneração urbana, arte e cultura no desenvolvimento da cidade. É também membro do INURA – International Network for Urban Research and Action. Licenciado em serviço social. Tem pós-graduação em Estudos Urbanos pelo Instituto Universitário de Lisboa.

Jorge Luiz Barbosa
Brasil

Jorge é geógrafo e mestre em geografia (UFRJ). Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo e Pós-Doutor em Geografia Humana pela Universidade de Barcelona (Espanha). Diretor do Observatório de Favelas Professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Autor, coautor e organizador dos seguintes livros: "Paisagens Crepusculares da Ficção Científica" (EDUFF), "Favela: Alegria e Dor na Cidade" (X- Brasil/SENAC), "O que é Favela, Afinal?" (Observatório de Favelas), "O Novo Carioca" (Mórula) e "Solos Culturais" (SEC-RJ)

Benjamin Moignard
França

Benjamin Moignard é professor na Universidade de Paris-Est-Créteil e diretor do Observatório Universitário Internacional Educação e Prevenção (www.ouiep.org). Participou na construção de diversos diplomas para professores e outros atores educativos. Conselheiro científico e técnico ligado à delegação ministerial de luta e prevenção das violências na escola do Ministério da Educação francês (2012-2014). Os seus trabalhos relacionam-se com a recomposição dos espaços escolares e educativos e numa lógica de comparação internacional, interrogam a construção de desigualdades sociais e escolares. Desenvolveu ainda várias investigações comparativas entre a França e o Brasil sobre a construção de desigualdades sociais no sucesso escolar.

Carlos Cruz
México

Carlos Cruz é fundador da Cauce Ciudadano, nasceu na Cidade do México. Desde seus primeiros anos, ele viveu a violência e no meio em torno dele, em seguida, refugiou-se na mesma violência porque ele pensou que poderia se proteger. Em sua adolescência e juventude, sofreu e violência de gênero como um modo de vida. Ele decidiu se distanciar de violência e trabalhar contra ela, convencido de que os líderes de gangues e sua influência poderosa podem ser transformados em um movimento de não-violência.

Catherine Mcilwanne
Inglaterra

Cathy McIlwaine é professora de Geografia na Escola de Geografia da University of London - Queen Mary, onde trabalha desde 1995 e tem sido professora desde 2012. Com formação em geografia do desenvolvimento, principalmente na América Latina, ela tem buscado ativamente trabalhar através de fronteiras geográficas e disciplinares através dela Investigação sobre a migração transnacional em Londres. Sua pesquisa tem focado em questões de gênero, pobreza, sociedade civil, bem como a violência cotidiana e de gênero. Ela sempre trabalhou na interface do trabalho político e acadêmico e tem parcerias de pesquisa com o Serviço Latino-americano de Direitos da Mulher e o Festival de Teatro Latino-Americano CASA e é um administrador da Children Change Colombia e Latin Elephant.

Eliana Sousa Silva
Brasil

Eliana Sousa Silva é autora do livro Testemunhos da Maré (Aeroplano, 2012) e fundadora da Associação Redes de Desenvolvimento da Maré, da qual é diretora. Nasceu em Serra Branca (PB) e morou na Maré durante 25 anos. Em 1997, reuniu um grupo em torno da criação do Curso Pré-Vestibular Comunitário da Maré, para oferecer aos jovens do complexo de favelas uma oportunidade igualitária de acesso à Universidade. Eliana ganhou alguns prêmios, entre os quais se destacam: Mulher do ano na área social, Rotary Club do Rio de Janeiro (2005), Prêmio Claudia - categoria trabalho social, Editora Abril (2004) e Ashoka Empreendedores Sociais, Ashoka (2000). Além disso, tem experiência na realização de consultoria para algumas instituições, desempenhando esta função, atualmente, para o Canal Futura e Associação Cidade Escola Aprendiz, de São Paulo.

Fernanda Zanelli
Brasil

Fernanda é coordenadora do Programa Jovens Urbanos. Nasceu na periferia da zona oeste de São Paulo, Jardim Arpoador. Dedicou às escolas públicas tudo que tinha para que sair da periferia fosse um sonho possível. Começou a trabalhar com 16 anos na Fundação Nacional de Saúde, onde permaneceu por 5 anos e trabalhou com populações indígenas de todo Brasil. Ingressou na universidade na segunda turma do PROUNI, no curso de Publicidade e Propaganda. A escolha foi por uma crítica que refletiu nos tempos de cursinho comunitário: “as causas sociais precisavam circular para o público mais amplo”. Tem especialização em Globalização e Cultura na Fundação Escola de Sociologia e Política, em Gestão de Políticas culturais pelo Observatório do Itaú Cultural e participou do estudo sobre “Trajetórias Juvenis” em 2016, também pela Fundação Itaú Social.Em quase 10 anos na Fundação Itaú Social teve a oportunidade de trabalhar com avaliação de projetos sociais, voluntariado e atualmente se dedica ao tema da juventude.

Fernando Lannes Fernandes
Escócia / Brasil

Fernando é Senior Lecturer in Inequalities no Social Dimensions of Health Institute, School of Nursing & Health Sciences, na Universidade de Dundee, Reino Unido. Tem graduação e mestrado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (2000 e 2003) e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2009). Possui experiência na área de Geografia, Segurança Pública, Juventude e Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão neoliberal da pobreza e marginalização sócio-simbólica; segregação sócio-espacial; violência urbana, resiliência, fatores protetivos, juventudes, favelas e projetos sociais.

Graham McGeoch
Escócia

Graham McGeoch é um teólogo e ministro da paróquia na Igreja da Escócia. Trabalhou com iniciativas de base comunitária na África, Europa e América Latina com os seguintes temas: HIV/AIDS, formação de líderes para a transformação, favelas, cidadania, bem-estar comunitário e também com o diálogo intercultural e a ação inter-religiosa na construção de comunidades pacíficas e cidadãos ativos.

Izabel Brunsizian
Brasil

Izabel nasceu e cresceu na mesma casa de uma vila de São Paulo. O bairro foi um brejo; eu atravessava uma ponte para chegar a escola pública onde estudou por todo ensino fundamental e médio. Tem como marco na sua trajetória, o fato de ter feito parte do Movimento Bandeirante que a ajudou a se constituir como pessoa, ao propor que vários jovens discutissem valores e princípios. Estudou psicologia, mas não satisfeita em fazer um curso tão denso, inventava projetos paralelos todo o tempo. Fez muitos e diferentes estágios até entender que sua "praia" eram as comunidades. Recém formada, se uniu a um grupo e criou uma pequena ONG de atuação no litoral norte de SP. Ampliaram a atuação para o centro oeste brasileiro e o nordeste. Também trabalhou no CENPEC - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, bem como com experiências múltiplas no consultório e fora dele, com trabalho social, ONGs e escolas.

Jailson Sousa Silva
Brasil

Jailson é professor associado da Universidade Federal Fluminense, fundou o Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, foi Secretário de Educação de Nova Iguaçu e Subsecretário Executivo da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro. Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1984), mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1994), doutorado em Doutorado em Sociologia da Educação pela PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA (1999) e pós doutorado pelo John Jay College of Criminal Justice - City University of New York. Tem experiência em uma série de pesquisas e trabalhos publicados na Estudos e Políticas Urbanas, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas sociais, favelas, periferias, violência, educação e tráfico de drogas. É também diretor e fundador do Instituto Maria e João Aleixo.

Luca Bussotti
Itália / Moçambique

Luca Bussotti é Investigador Auxiliar no Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Portugal. Foi Docente no Departamento de Ciências Sociais da Universita degli Studi (Itália, 2002-2006), Professor Auxiliar Convidado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique, desde 2006 até 2011 e Coordenador do Mestrado em Comunicação e Cooperação para o Desenvolvimento na ECA-UEM, com a qual continua a colaborar. É coordenador científico da pesquisa sobre “Media e violações dos Direitos Humanos na África Lusófona”, financiada por Codesria e Director da colecção de livros “Lusitánica” (editor L’Harmattan Italia, Turim). É autor de várias obras sobre temas relacionados com desenvolvimento, sobretudo na Itália e na África lusófona, nomeadamente Moçambique. No CEI-IUL trabalha numa pesquisa sobre “Risco em Moçambique”.

Lukas Jaramillo
Colombia

Lukas é diretor da Casa de las Estrategias, um centro de pesquisa que tornou-se parte de uma rede de pensamento ligado à disseminação de ideias e processos com adolescentes. Seu propósito são cidades agradáveis e piedosas e organizações éticas e estratégicas.

Marcelo Paixão
EUA / Brasil

Marcelo é professor na Texas University in Austin. Possui graduação em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e doutorado em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (2005). Atuou como professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro em regime de Dedicação Exclusiva. Entre 2010 e 2012 foi pesquisador do CNPq e Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ. Entre 2012-2013 foi bolsista Capes de Pós-doutorado na Universidade de Princeton, New Jersey, EUA. Foi membro do Conselho Universitário da UFRJ entre 2009-2012. Coordena o Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (LAESER), vinculado à mesma UFRJ e criado em 2006. Realizou e realiza atividades de pesquisa no campo das desigualdades étnico-raciais, relações de trabalho do meio urbano e rural e crise do mundo do trabalho. Leciona as disciplinas de Economia Política, Economia do Trabalho, Introdução à Economia, Introdução às Ciências Sociais, Nação e Nacionalidade, Economia Solidária e autores do pensamento econômico de extração marxista (Rosa Luxemburg, Hilferding, etc).

Miguel de Barros
Guiné-Bissau

Miguel é pós-graduado em Sociologia e Planeamento (ISCTE), investigador associado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas da Guiné-Bissau – INEP, do Centro de Estudos Africanos do ISCTE, do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro – NETCCON/URFJ e ainda membro do Conselho para o Desenvolvimento de Pesquisa em Ciências Sociais em África – CODESRIA. Tem desenvolvido pesquisas e publicado em revistas científicas internacionais nos domínios da juventude, voluntariado, sociedade civil, media, direitos humanos, governança comunitária, segurança alimentar, migrações, feiras livres, literatura e música rap. Atualmente desempenha funções de Diretor de Programa no âmbito da ONG guineense Tiniguena. É autor de: A Participação das Mulheres na Política e na Tomada de Decisão na Guiné-Bissau: da consciência, percepção à prática política (2013), Manual de Capacitação das Mulheres em Matéria de Participação Política com base no Género (2012), ambos em co-autoria com Odete Semedo; e tem no prelo De Pioneiros à Rappers: dinâmicas protagonizadas pelos jovens na Guiné-Bissau (Vol. I); Clubes, Associações e Bancadas: dinâmicas protagonizadas pelas coletividades juvenis na Guiné-Bissau.

Paul Heritage
Inglaterra

Paul é professor de Drama e Performance da Queen Mary, University of London, Paul é Diretor Artístico de People’s Palace Projects. Por mais de duas décadas, criou projetos artísticos em prisões no Brasil e no Reino Unido, alcançando milhares de pessoas entre detentos, agentes penitenciários e familiares de detentos, em projetos premiados ligados a questões como HIV/AIDS e direitos humanos. Como produtor, trabalhou com grandes instituições britânicas levando algumas das mais importantes companhias artísticas brasileiras ao Reino Unido. Dentre os programas de pesquisa prática que desenvolve continuamente estão Encounters Beyond Text: Art Transforming Lives, Fórum Shakespeare, que já foi realizado em 5 capitais brasileiras, e, Pontos de Contato, um projeto de intercâmbio cultural para artistas, formuladores de políticas e financiadores culturais. Em 2004, foi nomeado Cavaleiro da Ordem do Rio Branco pelo Governo Brasileiro.

Paula Galeano
Brasil

Paula é formada em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em saúde mental, área que permitiu o acúmulo de 16 anos de experiência na esfera pública. Foi gestora de programas sociais no Ministério da Saúde e da Educação. Entre os anos de 2005 a 2008 assumiu o cargo de Secretária Adjunta de Assistência e Desenvolvimento Social da cidade de São Paulo, oportunidade em que desenvolveu e implantou o Programa de Proteção Social "Ação Família - viver em comunidade". Desde 2010 atua como Superintendente Executiva da Fundação Tide Setubal, organização que tem como missão fomentar iniciativas que promovam a justiça social e o desenvolvimento sustentável de periferias urbanas e contribuam para o enfrentamento das desigualdades socioespaciais das grandes cidades, em articulação com diversos agentes da Sociedade Civil, de Instituições de Pesquisa, do Estado e do Mercado.

Redy Wilson
Cabo Verde

Redy Wilson Lima é formado em Sociologia (ULHT e FCSH-UNL, Portugal) e doutorando em Estudos Urbanos (FCSH-UNL e ISCTE-IUL, Portugal) integrado no CICS.NOVA-UNL (Portugal). É investigador associado do NAVBA/UFBA (Brasil), investigador colaborador do NEAB (Brasil) e do CEsA/CSG/ISEG-ULisboa (Portugal) e professor assistente convidado no Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (Cabo Verde). Coordena o Instituto de Estudos Urbanos e Culturais (Cabo Verde) e desenvolve pesquisas etnográficas no contexto cabo-verdiano abordando as questões urbanas, culturas infanto-juvenis, gangues de rua, cultura hip-hop, deportações, participação sociopolítica, sexualidade e criminalidade organizada. Atualmente desenvolve o projecto de pesquisa de doutoramento sobre os processos de afirmação juvenil e apropriação do espaço urbano em Cabo Verde.

Silvia Ferreira
Portugal

Sílvia Ferreira é professora auxiliar em Sociologia, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, investigadora do Centro de Estudos Sociais e do Centro de Estudos Cooperativos e da Economia Social da FEUC. É docente nos três níveis de estudos, nas licenciaturas em Sociologia e Economia, Mestrado em Sociologia, Mestrado em Roads to Democracy, Mestrado em Intervenção Social, Inovação e Empreendedorismo e no Doutoramento em Sociologia. É co-coordenadora do programa de Doutoramento em Sociologia e da Pós-Graduação em Economia Social e coordenadora da Licenciatura em Sociologia e do Núcleo de Sociologia. É doutora em Sociologia pela Universidade de Lancaster (RU). A sua investigação tem focado a reforma da segurança social, o terceiro sector e as políticas sociais, o papel das organizações do terceiro sector na promoção da igualdade entre sexos, empreendedorismo social e inovação social na economia social e solidária, o voluntariado e a governança através de parcerias locais Estado/terceiro sector. Os seus interesses científicos têm incidido sobre a evolução da natureza do Estado-Providência e das "misturas de bem-estar" ancorada, mais recentemente, numa perspectiva caracterizada pelas abordagens sociológicas dos sistemas sociais complexos.

Sonia Dias
Brasil

Sonia é graduada em jornalismo (1988) e possui mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) (2009). Atualmente cursa o doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e trabalha como free-lancer na Editora FTD . Tem experiência na área de Comunicação e Educação, com ênfase nos seguintes temas: editoração de publicações e materiais para educação e formação de professores e gestores, usos de TICs em educação e organizações não-governamentais.

Tatiana Moura
Portugal

Tatiana Moura é feminista, diretora executiva do Instituto Promundo, organização não governamental brasileira que tem como missão promover a equidade de gênero com foco na transformação de masculinidades, e pesquisadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra desde 2000.É licenciada em Relações Internacionais pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, tem o grau de mestre em Sociologia pela mesma Faculdade e é doutora em Paz, Conflitos e Democracia pela Universidade Jaume I, Espanha. Na última década tem coordenado projetos sobre gênero e violência armada, em particular na América Latina. Publicou, em 2005, "Entre Atenas e Esparta: Mulheres, Paz e Conflitos Armados", em 2007, "Rostos Invisíveis da Violência Armada: Um Estudo de Caso sobre o Rio de Janeiro", em 2009, "Auto de Resistência: Relatos de familiares de vítimas da violência armada"e em 2010, "Novíssimas Guerras: Espaços, Identidades e Espirais da Violência Armada".

Udi Mandel
Costa Rica

UDI é professor de Comunicação com background em Antropologia Social (PhD Goldsmiths College, Londres), Desenvolvimento Internacional (MSc University of Bristol) e Belas Artes (MA Edinburgh University). Nos últimos 12 anos, ensinou em várias universidades, principalmente no Reino Unido. Seus interesses estão na área de aprendizagem transformadora e experiencial no ensino superior e no papel da universidade em se envolver com os sérios problemas que enfrentamos no mundo de hoje. Para isso, é o co-criador do projeto Enlivened Learning - uma iniciativa para aprender e conectar os lugares de educação superior ao redor do mundo, fundamentados na aprendizagem transformadora baseada em conhecimentos indígenas, movimentos sociais e ecológicos. Para Udi aprender / ensinar não são apenas formas de conhecer mais sobre nós mesmos, entre si e o mundo em que vivemos, mas também são práticas transformadoras que incentivam maneiras mais carinhosas de estar e relacionar-se. Udi é também um cineasta documental e ensina uma gama de ferramentas de comunicação e abordagens que reforça as habilidades dos alunos e confiança em trazer um futuro mais sustentável.

ORGANIZAÇÃO

(IMJA)

A organização do Instituto Maria e João Aleixo promove uma dinâmica horizontal na tomada de decisão, ao passo que articula o Conselho Estratégico Internacional, diversos Grupos de Trabalho temáticos e uma rotina de trabalho colaborativa, que incentiva a troca e o aprendizado entre todos os envolvidos.

A criação de grupos de trabalho no Instituto Maria e João Aleixo tem como perspectiva ser um caminho metodológico que estimula a criação de formas colaborativas e de interação de sujeitos e organizações envolvidos no processo de produção da massa crítica, partilha de conhecimentos e mobilização social dos atores implicados no diálogo internacional sobre as periferias. O intuito maior é visibilizar e ampliar as potências das periferias, de maneira a fomentar a organização de um movimento internacional que atue na defesa de interesses destes territórios a partir da radicalização democrática e republicana.

Os Grupos de Trabalho deverão ter uma representação que expresse uma composição plural de sujeitos sociais atuantes em periferias, devendo incluir pesquisadora(e)s, ativistas e artistas na formulação, no planejamento e na execução das ações estruturantes específicas.

ORGANIZAÇÕES CONSELHO ESTRATÉGICO

PARCEIROS IMJA







PROGRAMA DE RESIDÊNCIA DO INSTITUTO MARIA E JOÃO ALEIXO

(IMJA)

O Programa de Residência do Instituto Maria e João Aleixo recebe pesquisadores, artistas e ativistas para desenvolver parcerias na produção de conhecimento e no desenvolvimento de propostas de projetos, iniciativas e intervenções artístico-culturais concernentes com os objetivos do Instituto.

O seu objetivo é estimular a produção de estudos sistemáticos sobre elementos característicos das periferias e da vida de seus moradores, portanto a experiência se propõe a ser um espaço de interlocução, criação e compartilhamento de conhecimentos e metodologias que contribuam para novas formas de intervenção social. Nesse caso, a perspectiva é que tragam para o Instituto Maria e João Aleixo suas formas de produzir e apreender o mundo, que sistematizem as metodologias eventualmente elaboradas em sua caminhada na vida e ajudem a formar – formando-se no processo - novos sujeitos a partir de seu processo de reflexão sistemática e intervenção na realidade social.







CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO “INVENTIVIDADES SOCIOCULTURAIS DAS PERIFERIAS URBANAS”

(IMJA)

O Curso de Especialização “Inventividades Socioculturais das Periferias Urbanas” tem como propósito maior a constituição de experiências plurais e inovadoras de formação, vivência e produção de conhecimento sobre as periferias urbanas contemporâneas, em suas múltiplas composições inventivas, com ênfase nas diferentes práticas no campo da morada social, da cultura e da comunicação. O Curso busca integrar crítica intelectual, práticas estéticas e construções ético-políticas visando a superação dos estigmas da carência e da violência que marcam as periferias urbanas, assim como a reflexão global sobre a urbanização desigual do espaço em suas condições contemporâneas. Buscamos contribuir na construção de um paradigma ontológico que reconhece as potências das periferias na superação das desigualdades, contradições e conflitos, remetendo a um projeto de democratização radical de nossas cidades e metrópoles tendo como referência as periferias contemporâneas.

O princípio que orienta a proposta pedagógica é a criação de espaços plurais de compartilhamento de conceitos, metodologias e vivências capazes de ampliar o repertório cognitivo e narrativo de todos os participantes. Propõe-se um modo de formação para os educandos e educadores que supere papéis tradicionalizados e hierarquizados, característicos dos sistemas universitários formais, assim como o da transmissão de conhecimento típica da escolarização do pensamento.




ESTRUTURA DO CURSO E PERCURSO FORMATIVO

ESTAÇÃO PRIMEIRA: RECONHECENDO POTÊNCIAS DAS PERIFERIAS E DE SEUS SUJEITOS

DESCRIÇÃO: Debate constitutivo de uma teoria social crítica das periferias na dimensão da sua apropriação, produção e uso pelos seus diferentes sujeitos sociais.
OBJETIVO: Ampliar o repertório teórico-conceitual e metodológico, combinado às práticas e vivências de afirmação das periferias na cena urbana contemporânea.

ESTAÇÃO SEGUNDA: REPERTÓRIOS DE POTÊNCIAS DAS PERIFERIAS

DESCRIÇÃO: Desenvolvimento do processo inventivo de conceituações e metodologias construídas e sistematizadas na Estação primeiraem seus desdobramentos cognitivos das multiplicidades inventivas das periferias urbanas.
OBJETIVO: Apreender as experiências das inventividades presentes nas periferias em suas dinâmicas de potências e em seus desafios políticos de afirmação da democracia na perspectiva dos saberes e fazeres no campo da morada social, da cultura e da comunicação.

ESTAÇÃO TERCEIRA: COMPARTILHAMENTOS DE ESTUDOS E PRÁTICAS

DESCRIÇÃO: Trocas de vivências de saberes e fazeres entre os participantes de modo a ampliar repertórios com envolvimento coletivo e de geração de produtos compartilhados.
OBJETIVO: Aprofundar a compreensão das dinâmicas plurais de constituição das realidades periféricas no Brasil e no mundo.

ESTAÇÃO QUARTA: TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)

DESCRIÇÃO: Cada participante será acompanhado de um orientador durante todo o curso e, especialmente, durante seu processo de elaboração do TCC.
OBJETIVO: AGeração de produtos baseados na investigação e narração construída de modo autônomo e compartilhada. O T.C.C. abriga as mais diversas as linguagens e formatos de entrega, a serem definidas pelos participantes.

ACERVO

(IMJA)

Em nosso acervo você encontra a memória do Instituto Maria e João Aleixo.

Pesquisa

Artigos

Publicações

Projetos Realizados

Vídeos

INTERNACIONAL DAS PERIFERIAS

A Internacional das Periferias é uma utopia em construção, a articulação de diversas organizações periféricas de todo o mundo, unidas em um movimento de produção de conceitos, metodologias; conteúdos e propostas de políticas públicas. Seu principal objetivo é criar uma rede de colaboração generosa entre seus membros com compartilhamento de práticas, tecnologias sociais e organizacionais, além de projetos conjuntos de pesquisa, publicações e ações de formação.

Um dos objetivos centrais do Instituto Maria e João Aleixo é a construção da Rede Internacional de sujeitos e grupos que se dedicam a estudar e construir metodologias de intervenção na cidade a partir da perspectiva das periferias. Por sua vez, a Rede buscará fortalecer a democracia, aqui considerada a partir de três elementos constituintes: o reconhecimento do direito à autenticidade, aos direitos fundamentais dos indivíduos; a conquista de um patamar básico de igualdade do ponto de vista da dignidade humana; o reconhecimento e o respeito ao direito à convivência, com o devido respeito às diferenças.

A intenção é ter, nas maiores cidades do mundo, pelo menos uma organização de pesquisa e um grupo de intervenção na vida urbana que trabalhem na perspectiva do Paradigma da Potência ou queiram avançar nessa direção. Os temas podem e devem ser plurais, sendo centrais as premissas e os objetivos que norteiam a ação do grupo ou sujeito. A partir da criação dessa rede internacional de afinidade (e afetos), serão estabelecidas um conjunto plural de atividades:

1. Simpósios, seminários, grupos de estudos e oficinas temáticas;
2. Cursos inter institucionais;
3. Publicações sobre o tema Periferia e elementos concernentes;
4. Intercâmbios institucionais entre os membros da Rede Internacional;
5. Residências compartilhadas entre os grupos e organizações membros;
6. Estudos compartilhados e/ou comparativos sobre as realidades urbanas e as caracterizações e práticas nos territórios periféricos;
7. Eventos culturais com elementos afirmados pelos membros da Rede ou convidados;
8. Criação de uma plataforma de compartilhamento, sistematização, difusão e mobilização de experiências desenvolvidas nas periferias urbanas;
9. Advocacy internacional visando a ampliação dos direitos fundamentais dos moradores das periferias urbanas;
10. Avaliação de políticas públicas ofertadas nas periferias urbanas e seus impactos para a construção da democracia urbana;
11.Proposição de políticas públicas que contribuam para aumentar a democracia urbana.

O ponto inicial de construção da Rede Internacional das Periferias é o Conselho Estratégico do IMJA.



Mapa Internacional de Periferias

REVISTA PERIFERIAS

PERIFERIAS é uma publicação semestral do IJMA que se propõe a aproximar pesquisadores, ativistas sociais, gestores públicos e artistas interessados na produção de um pensamento critico e plural sobre o Direito à Cidade, tendo como sua referência os territórios populares.

PERIFERIAS tem como objetivo mobilizar reflexões, proposições e ações que questionem as premissas e conceitos que reforçam os estereótipos e os processos de opressão dos grupos sociais populares. Mais do que isso, PERIFERIAS se propõe a discutir as potências das periferias na afirmação direitos á convivência democrática no espaço urbano, por de suas formas e processos plurais de expressão politica, cultural, estética e social.

A revista PERIFERIAS é, portanto, uma publicação dedicada a reunir, produções acadêmicas, ativistas, profissionais e artistícas que, em essência, mobilizem narrativas das possibilidades da revolução no contemporâneo.

CONTATO

  • contato@iperiferias.net

  • +55 (21) 3105-4599



  • R. Teixeira Ribeiro, 535, Maré - Rio de Janeiro - RJ.